Saúde integrativa · atualização 2026 · Bauru/SP

Ozonioterapia hoje: benefícios, evidências e a regulamentação em 2026

Uma atualização clara sobre o que é a ozonioterapia, onde a ciência aponta benefícios, o que mudou nas regras brasileiras e por que indicação responsável importa tanto quanto a técnica.

Dra. Christine Johansen··9 min de leitura
Resposta rápida

A ozonioterapia é um procedimento complementar que utiliza uma mistura medicinal de oxigênio e ozônio, em concentrações e vias específicas. No Brasil, é autorizada pela Lei nº 14.648/2023; deve ser realizada por profissional de saúde de nível superior habilitado, com equipamento regularizado pela Anvisa e informação clara de que não substitui o tratamento principal. Em 2026, a Anvisa passou a reconhecer também o uso local adjuvante em feridas ulceradas no pé diabético e feridas infecciosas agudas, além de aplicações locais já reconhecidas em pele e odontologia.

Status no Brasil
Autorizada como procedimento complementar
Regra central
Profissional habilitado + equipamento regularizado
Atualização
Nota Técnica Anvisa nº 41/2026
Evidência mais clara
Aplicações locais específicas e cuidado adjuvante de feridas
Não substitui
Diagnóstico e tratamento convencional
Atendimento
Avaliação individual em Bauru/SP

Por que a ozonioterapia voltou ao centro das discussões em 2026

A ozonioterapia não é uma novidade, mas vive uma fase nova no Brasil. A mudança mais importante ocorreu em junho de 2026, quando a Anvisa publicou a Nota Técnica nº 41/2026 e atualizou as finalidades reconhecidas para equipamentos emissores de ozônio. O documento substituiu a orientação de 2022 e incluiu uma indicação adjuvante específica para determinados tipos de feridas.

Ao mesmo tempo, o interesse do público cresceu. Dados nacionais de busca mostram cerca de 40 mil pesquisas mensais pelo termo “ozonioterapia”, além de milhares de dúvidas sobre “o que é” e “para que serve”. Esse crescimento exige informação responsável: popularidade não transforma hipótese em evidência, e autorização da prática não significa aprovação indistinta para todas as doenças.

O que é ozonioterapia e como ela funciona

A ozonioterapia utiliza uma mistura de oxigênio medicinal e ozônio. O ozônio é altamente reativo; em contexto terapêutico, sua ação depende de concentração, dose, via, tempo de exposição e finalidade rigorosamente controlados. Não se trata de respirar ozônio — a inalação é tóxica e não é uma via terapêutica.

Em aplicações locais reconhecidas, destacam-se propriedades oxidantes e antimicrobianas. Em determinadas situações, um estímulo oxidativo controlado é estudado por sua relação com mecanismos antioxidantes, inflamatórios e de reparo. Esses mecanismos são biologicamente plausíveis, mas o benefício clínico precisa ser demonstrado separadamente para cada condição, via e protocolo.

O que a regulamentação brasileira determina hoje

A Lei Federal nº 14.648/2023 autoriza a ozonioterapia no território nacional como procedimento complementar e estabelece três condições: profissional de saúde de nível superior inscrito no conselho de fiscalização, equipamento de produção de ozônio medicinal regularizado pela Anvisa e informação ao paciente sobre o caráter complementar.

Para biomédicos, a Resolução CFBM nº 321/2020 reconhece a ozonioterapia como prática integrativa complementar da atividade profissional. A habilitação não elimina os demais deveres: avaliação, registro, consentimento, biossegurança e atuação dentro do escopo profissional continuam indispensáveis.

A norma profissional e a autorização legal também não substituem o registro sanitário. O equipamento precisa estar regularizado para a finalidade pretendida, com acessórios, parâmetros e instruções de uso compatíveis. Em outras palavras: não basta um aparelho “ter Anvisa”; é preciso conferir o que seu registro autoriza.

O que mudou com a Nota Técnica nº 41/2026 da Anvisa

A Nota Técnica nº 41/2026 da Anvisa reconhece atualmente seis grupos de finalidade para dispositivos emissores de ozônio, sempre conforme o registro de cada produto:

  • auxílio à limpeza e assepsia da pele com vapor de água ozonizado;
  • auxílio ao tratamento da cárie dental, por aplicação local e tópica;
  • auxílio em quadros inflamatórios ou infecciosos em periodontia;
  • auxílio à sanitização de canais radiculares em endodontia;
  • auxílio à reparação tecidual em cirurgia odontológica;
  • uso adjuvante local, por bolsa, em ferida ulcerada no pé diabético e ferida infecciosa aguda, para maiores de 18 anos.

A inclusão de feridas é relevante, mas tem limites claros: a Agência afirma que os estudos não demonstraram benefício como tratamento principal. Exige-se avaliação médica prévia da aplicabilidade e da relação entre risco e benefício, enquanto a causa da lesão continua sendo tratada.

Benefícios estudados: onde a evidência é mais consistente

O campo com sinal clínico mais consistente é o cuidado de feridas, sobretudo como complemento ao tratamento padrão. Uma revisão sistemática de ensaios clínicos encontrou possível melhora da área de úlceras de pé diabético, mas não confirmou benefício em todos os desfechos e pediu estudos de melhor qualidade. Uma revisão abrangente publicada em 2026 não encontrou superioridade para cicatrização completa ou redução da área. Portanto, a evidência continua limitada e não sustenta substituir o tratamento padrão.

Em dor musculoesquelética e artrose do joelho, revisões descrevem resultados promissores para dor e função em alguns protocolos. Porém, há heterogeneidade de doses, vias, comparadores e qualidade metodológica. Isso impede apresentar a ozonioterapia como solução universal e, no Brasil, pesquisa publicada não amplia automaticamente as indicações sanitárias de um equipamento.

A leitura correta das evidências é simples: “promissor” não significa “comprovado para tudo”. O cuidado ético combina a melhor evidência disponível, a situação individual, a indicação autorizada e a manutenção do tratamento principal.

Segurança: o benefício começa por uma indicação correta

O ozônio é um agente oxidante potente. Por isso, segurança não depende apenas da substância, mas do conjunto: equipamento, calibração, concentração, via, técnica, ambiente, assepsia, treinamento e acompanhamento. A Nota Técnica de 2026 alerta que vias, formas ou concentrações diferentes das aprovadas podem causar danos severos.

Antes de qualquer protocolo, devem ser avaliados diagnóstico, medicamentos, comorbidades, gestação, alterações hematológicas e riscos próprios da via cogitada. Em feridas, controle glicêmico, circulação, infecção, descarga de pressão e curativo adequado continuam centrais. Nenhuma aplicação de ozônio corrige isoladamente a origem de uma lesão complexa.

Como avaliar um atendimento responsável de ozonioterapia

  • Confirme a formação superior, o registro ativo e a habilitação profissional.
  • Pergunte qual é a indicação e por que ela faz sentido para o seu caso.
  • Solicite confirmação de que o equipamento é regularizado para essa finalidade.
  • Desconfie de promessas de cura, tratamento para “tudo” ou abandono de medicamentos.
  • Exija explicação sobre alternativas, riscos, limites e caráter complementar.
  • Mantenha o acompanhamento médico e os exames relacionados à condição principal.

Ozonioterapia em Bauru: avaliação individual na LifeOzon®

Na LifeOzon®, a avaliação é conduzida pela Dra. Christine Johansen, biomédica esteta e ozonioterapeuta integrativa, com pós-graduação em Ozonioterapia e Saúde Integrativa. A consulta considera histórico, objetivo, condição atual, tratamentos em andamento, indicação permitida e necessidade de cuidado multiprofissional.

A clínica fica na Avenida Getúlio Vargas, 22-25, Edifício Prime Square, Sala 108, Torre 2, em Bauru/SP, e recebe pacientes de Jaú, Agudos, Pederneiras, Lençóis Paulista, Botucatu, Marília e outras cidades da região. A indicação de qualquer protocolo só ocorre após avaliação — sem promessas genéricas e sem substituir o tratamento convencional.

Quem assina esta análise

Este conteúdo é assinado pela Dra. Christine Johansen, biomédica esteta, ozonioterapeuta integrativa e fundadora da LifeOzon®. Sua atuação em Ozonioterapia e concentrados autólogos começou em 2018 e reúne experiência com pacientes reais, clínica de estética regenerativa e saúde integrativa.

Ao longo dessa trajetória, participou de congressos nacionais e internacionais, ministrou cursos de capacitação em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Sergipe e conduziu mentorias para alunos no Brasil e no exterior. Em Bauru, ministrou aulas em cursos de pós-graduação em Estética na FIB, FACOP, Faculdade Inspirar e Unisagrado.

Essa experiência sustenta uma leitura que conecta evidência, regulamentação e prática clínica — sem transformar formação profissional em promessa de resultado.

Fontes consultadas e data da revisão

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

O que é ozonioterapia?+

É uma prática complementar que utiliza uma mistura medicinal de oxigênio e ozônio em concentrações controladas. A técnica, a via e a finalidade precisam respeitar a habilitação profissional e as indicações aprovadas para o equipamento utilizado.

Para que serve a ozonioterapia?+

A finalidade depende da indicação regularizada do equipamento. Em 2026, a Anvisa reconhece usos locais em pele, odontologia e, como adjuvante, em determinados casos de ferida ulcerada no pé diabético e ferida infecciosa aguda em adultos.

A ozonioterapia é autorizada no Brasil?+

Sim. A Lei nº 14.648/2023 autoriza a prática como procedimento complementar, realizado por profissional de saúde de nível superior inscrito em seu conselho, com equipamento de ozônio medicinal regularizado pela Anvisa e informação clara ao paciente.

A ozonioterapia substitui o tratamento convencional?+

Não. A própria legislação define seu caráter complementar. Em feridas, a Nota Técnica nº 41/2026 da Anvisa destaca o uso adjuvante, após avaliação médica, sem substituir o tratamento principal nem o controle da causa da lesão.

Quais benefícios da ozonioterapia têm melhor respaldo hoje?+

A evidência e o reconhecimento regulatório são mais claros para aplicações locais específicas, especialmente auxílio à assepsia, usos odontológicos e tratamento adjuvante de feridas selecionadas. Para outras condições, os resultados científicos ainda variam em qualidade e não equivalem a aprovação da Anvisa.

Ozonioterapia é segura?+

A segurança depende de indicação correta, concentração, via, equipamento regularizado e profissional habilitado. Ozônio não deve ser inalado; seu uso inadequado pode causar danos importantes. Uma avaliação individual é indispensável antes de qualquer procedimento.

Quem pode aplicar ozonioterapia?+

A lei exige profissional de saúde de nível superior inscrito no respectivo conselho. Cada profissão também segue suas próprias normas, habilitações e limites de atuação. Para biomédicos, a prática é reconhecida pela Resolução CFBM nº 321/2020.

Onde encontrar ozonioterapia em Bauru?+

Na LifeOzon®, em Bauru/SP, a Dra. Christine Johansen realiza avaliação individual dentro de sua habilitação profissional. A indicação considera o objetivo, o histórico de saúde, os limites regulatórios e a necessidade de manter acompanhamento médico quando aplicável.

Avaliação em Bauru/SP

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Agende uma avaliação individual com a Dra. Christine Johansen para entender se existe uma indicação complementar adequada ao seu caso, na LifeOzon® em Bauru.

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